New working paper (in Portuguese): “Sugarcane Industry Expansion and Changing Rural Labour Regimes in Mato Grosso do Sul (2000-2016)” by Kristina Lorenzen

Working Paper 16

A expansão da indústria canavieira e a mudança no acesso à terra e ao trabalho assalariado no Mato Grosso do Sul (2000-2016) (in Portuguese)

by Kristina Lorenzen

The objective of this chapter is to assess how the expanding production of biofuels as part of an emerging bioeconomy affects existing social inequalities in labour and land relations. A case study method was applied to investigate the growth of the sugarcane industry in Mato Grosso do Sul between 2000 and 2016. The analytical framework of social inequalities and a rural labour regime approach guided the research and data analysis. This chapter shows that the expansion of biofuels was propelled by an entanglement of global dynamics such as land grabbing and green development discourses, as well as national policies that fostered bioethanol production. The expansion of the sugarcane industry in Mato Grosso do Sul led to changes in existing labour regimes. The most striking changes were the increased but temporal semi-proletarianisation of peasants in agrarian reform settlements and the double exclusion of the Guarani-Kaiowá Indigenous people.

O objetivo deste artigo é avaliar como a expansão da produção de biocombustíveis como parte de uma bioeconomia emergente afeta as desigualdades sociais existentes nas relações laborais e fundiárias. Foi aplicado um método de estudo de caso para analisar a crescente indústria canavieira no Mato Grosso do Sul entre 2000 e 2016. O quadro analítico das desigualdades sociais e uma abordagem de Teoria do Acesso orientaram a investigação e a análise dos dados. O documento mostra que a expansão foi impulsionada por um emaranhado de dinâmicas globais, como apropriações da terra e discursos de desenvolvimento verde, e por políticas nacionais de fomento à produção de bioetanol. A expansão da indústria canavieira no Mato Grosso do Sul alterou os regimes laborais existentes. Mudanças marcantes foram a crescente, mas temporária, semi-proletarização dos assentados e a dupla exclusão dos povos indígenas Guarani e Kaiowá.